Hoje, pela manhã, na piscina do Clube Paineiras do Morumby, a nadadora Giulia Oliveira Carvalho, que viveu seus últimos 4 anos treinando na Universidade de Miami, retornando, agora, em 2025, ao Minas TC, conquistou o melhor tempo das eliminatórias dos 100 borboleta ao cravar 59.91s.
Há menos de 30 dias, no Campeonato Metropolitano de Belo Horizonte, ela já havia baixado a marca de 1 minuto na distância. Ao fazer 59.76, Giulia passou a ser a 16a melhor nadadora do Brasil na prova e a 18a a quebrar a barreira do minuto nos 100m borboleta.
Hoje, Giulia conquistou o favoritismo para as finais de noite com a 19a. marca abaixo do minuto.
A lista é liderada por Gabrielle Silva e seus 56.94, ainda recorde mundial feitos no Mundial de Roma em 2009. Confira a lista de todas as nadadoras brasileiras que já fizeram a prova dos 100m borboleta abaixo do minuto:
56.94 Gabrielle Silva em 2009
57.68 Daynara de Paula em 2009
57.87 Giovanna Diamante em 2022
58.04 Daiene Dias em 2016
58.49 Etiene Medeiros em 2016
58.94 Stephanie Balduccini em 2025
58.99 Beatriz Bezerra em 2023
59.20 Luanna Martins Oliveira em 2023
59.32 Clarissa Rodrigues em 2019
59.42 Daniele Paoli de Jesus em 2009
59.45 Bruna Rocha em 2016
59.45 Celine Bispo em 2023
59.47 Fabiola Molina em 2012
59.54 Dandara Mendes Antonio em 2009
59.65 Joice Rocha em 2024
59.76 Giulia Carvalho em 2025
59.81 Natalia de Luccas em 2016
59.94 Joanna Maranhão em 2017
Formada nas piscinas do Minas Tênis Clube desde os 9 anos, Giulia Oliveira Carvalho cresceu entre treinos e conquistas. Natural de Belo Horizonte, a nadadora começou a nadar ainda bebê, por recomendação médica, e acabou transformando a água em seu espaço natural. De lá pra cá, construiu uma carreira sólida, com passagens marcantes pelo Brasil e pelo circuito universitário norte-americano.
Aos 22 anos, Giulia retorna ao país depois de quatro temporadas defendendo a Universidade de Miami, onde quebrou recordes e competiu em alto nível na NCAA Divisão 1. No currículo, somam-se os títulos de campeã brasileira nos 50m e 100m borboleta em 2024, além de medalhas pan-americanas e recordes em provas de borboleta, peito e crawl. O reencontro com o Minas representa não apenas um novo ciclo de treinos e desafios, mas também uma retomada das origens.
“Tem sido um período de adaptação. É muito bom estar de volta em casa, perto da família, dos amigos, falando português. Conversei no início do ano com meus técnicos sobre aproveitar o momento e não me cobrar tanto, porque quatro anos fora fazem diferença. Voltar pra cá exige readaptação ao ambiente em que cresci, mas está sendo ótimo estar perto de pessoas que tornam mais fácil lidar com os treinos e com o dia a dia. Tenho recebido muito apoio da família, dos amigos e dos treinadores”, declarou Giulia ao portal Hoje em Dia.
“O nível competitivo nos Estados Unidos é muito alto, principalmente no ambiente universitário, com atletas do país inteiro e de várias partes do mundo. Isso motiva bastante, porque nas competições era preciso nadar rápido o tempo todo. Estar ao lado de atletas olímpicas, medalhistas e recordistas mundiais é um grande incentivo. Aprendi a competir em um nível mais alto e a dar o meu melhor em todas as etapas, eliminatórias e finais. No Brasil, o incentivo ainda é baixo e o nível competitivo nem sempre é o ideal, mas essa experiência me ensinou a manter o foco e a tranquilidade em competições grandes, como o Finkel. Já participei de provas mais fortes e deu tudo certo, então hoje me sinto mais confiante para representar bem aqui”, prosseguiu. “Fico muito feliz em ver a natação mineira — e também a brasileira — evoluindo nas categorias de base. Isso mostra que estamos em constante crescimento. Eu já estive onde eles estão e sempre me espelhei nos atletas mais experientes. Hoje, sendo uma das mais velhas, fico contente em poder inspirar as crianças e os jovens que estão nesse processo. O Minas sempre ofereceu o apoio que todos precisam para buscar seus objetivos, e esse incentivo é essencial para que a natação mineira e brasileira continue evoluindo cada vez mais”.



