Já externei, aqui nesse espaço, que o esporte brasileiro precisa ser repensado urgentemente.
O primeiro ponto de reflexão deve ser a exagerada exposição restrita aos grandes campeões.
No esporte, comumente, temos grandes conquistas e histórias muito emocionantes fora dos pódios.
Em estreantes, então… isso é corriqueiro. Primeiro, temos que atingir determinado nível técnico e tático, para depois formarmos vencedores. O processo não costuma ser rápido.
A forma mais rápida de explicar isso é observendo times que sobem das séries b para as séries a.
O clube passou a ter nível A. E os jogadores?
Normalmente, os novos participantes da elite da sua modalidade têm que contratar jogadores nível A. E nesse raciocínio, incluo também os treinadores.
Terça-feira, fui assistir Tijuca TC 2 x 3 Fluminense FC, no ginásio do Tijuca.
Fiquei super impressionado com o trabalho do clube tijucano. O ginásio estava pulsando. Com certeza, ele está no caminho certo, independente da sua trajetória futura. Não podemos esquecer que o esporte é comparativo, e os adversários também desenvolvem bons trabalhos. Um possível retorno passageiro à Série B não deve prejudicar a sequência de acertos nas decisões já tomadas.
No brilho do Tijuca, já enalteci a espetacular Ariele, mas é impossível negar que a líbero Lelê (ex-Flu) é a alma da equipe. Ela joga demais.
Letícia Moura, a Lelê, construiu sua carreira nas Laranjeiras, andou sendo capitã até da Seleção Brasileira Sub-21, e foi uma excelente contratação do clube da Rua Desembargador Isidro, tendo lugar permanente entre os destaques de melhor recepção e defensora da Superliga.


