Fiquei alguns jogos sem escrever crônicas, mas não tenho como não redigir essa.
A evolução do Filipe Luís vem sendo meteórica.
Ontem, entendeu que homens ganham as grandes decisões e escalou o time mais cascudo que poderia mandar a campo.
A Gestão Bap é tão eficiente que até o errado dá certo.
Na Copa do Brasil, fiquei muito bravo por terem dado protagonismo ao Wallace Yan. Ele cobrar o pênalti decisivo contra o Atlético MG foi o fim da picada. Agora, entendo melhor. Como ficaria se o Flamengo se classificasse para as semifinais da Copa do Brasil?
As datas iriam se sobrepor com o Mundial de Clubes. É melhor enfrentar o Cruz Azul do que o Cruzeiro.
Só sei que o Flamengo foi para o jogo mais importante do ano com Léo Ortiz, De La Cruz, Emerson Royal, Cebolinha, Michael e cia, no banco. Jogadores que seriam titulares em qualquer outro clube do Brasil.
Vou falar a verdade. Estou mudo e isolado porque ando sem paciência com uma característica da torcida rubro-negra: A de atirar nos seus próprios soldados.
Convivo com muitos rubro-negros onde trabalho, e ainda faço parte de alguns grupos de zap.
Insuportável: “Se o Filipe Luís não atrapalhar a gente ganha”
“O Bruno Henrique está velho. Tem que ser mandado embora”
“O Emerson Royal é ruim demais”
“Contratar o Danilo, que é um ex-jogador em atividade”
“O Samuel Lino é enganador. Ele não joga nada”
E muito mais…
Tudo bem. Entendo que a Nação tem 45 milhões de apaixonados e desequilibrados torcedores exatamente por isso.
Somos uma mistura diabólica de Big Brother com Cartola FC, onde todos são técnicos de futebol e quem mais pontua são os artilheiros.
Então, agora fico em casa no ar-condicionado. Hoje vi o monumental tumulto no Centro do Rio do início ao fim.
Aliás, ontem o GETV deu um show de transmissão, com o Jorge Iggor demonstrando ser um narrador da primeira prateleira. Hoje, a maratona foi no Sportv, onde o Luís Carlos Junior conseguiu manter a animação até o desembarque do trio elétrico.


