“O brasileiro não gosta de esporte. Gosta de ser campeão”.
Essa é uma afirmação que iremos combater cotidianamente. Os cases de enorme interesse vão muito além dos pódios da vida.
No Troféu José Finkel, que é o Campeonato Brasileiro de Natação Absoluta, onde identificamos, com facilidade, que é a oportunidade dos jovens prospects subirem de prateleira, competindo em igualdade com os grandes nomes do esporte brasileiro, o Flamengo, recheado de jovens promessas, obteve um rendimento impressionante.
O clube da Gávea (RJ), mesmo com uma quantidade bem reduzida de competidores, fechou a tábua de classificação na 4a colocação geral, atrás apenas dos gigantes Minas TC, Pinheiros e Unisanta, superando estruturas como Sesi SP, Corinthians (SP), Grêmio Náutico União (RS), Fluminense, Sesc RJ, entre muitos outros.
O Flamengo, comandado pelo competente head coach Carlos Matheus, o Carlão, teve em Gabi Assis, a rainha do nado peito no Brasil, e no fenômeno Stephan Steverink, seus grandes nomes.
A performance dos prospects rubro-negros, que teve seu ápice na medalha de prata no Pedro Henrique Buch (1:59.65 nos 200 borboleta, só sendo superado pela lenda Léo de Deus, da Unisanta, 1:59.35), fechou a competição com medalha de bronze numa prova mais do que emblemática.
Última prova do último dia do Finkel. Revezamento 4 x 100 medley feminino. Na água, as melhores velocistas de todas os estilos da natação.
O Flamengo apresentou uma equipe heterogênea. Duas nadadoras (Giuliana Cosenza e Manu Astori) jamais haviam ganho medalhas em competições do Absoluto. Uma (Joice Otero), debutou nessa mesma competição. Só que a rainha Gabi Assis resolveu fazer a diferença. Ou tirar a diferença.
Gabi cravou 32.21 e 36.54 e entregou para suas companheiras em condições de brigar pelas medalhas.
Só sei que na parte final, caíram junta a menina Manu Astori pelo Flamengo e, simplesmente, Maria Fernanda Costa, a Mafe, melhor nadadora do Brasil, pela Unisanta, que já havia apresentado nomes consagrados como Naná Almeida, Anna Beatriz e a veterana Daynara Paula.
A Manu se superou e cravou 57.23, superando a Mafe e finalizando uma emocionante medalha, devidamente celebrada com lágrimas de bronze, premiando o competente trabalho realizado nas piscinas do Flamengo.





