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Copa de 70, Taça Guanabara de 1974, Zico, Japão e Romário narcisista

Edu Coimbra, irmão do Zico, fala sobre injustiças na Copa de 70 e demonstra mágoa com a gestão do Romário no América. Revela detalhes das suas experiências como treinador no Iraque e no Japão, país que mais o marcou.

Edu Antunes Coimbra não pode ser reconhecido apenas por ser o irmão do Zico. Atacante habilidoso, foi um dos grandes jogadores das décadas de 60 e 70, sendo considerada sua ausência na Copa de 70 como uma das grandes injustiças da história do futebol brasileiro.

Nascido em 1947, no Rio de Janeiro, Eduzinho iniciou sua carreira no América, onde jogou profissionalmente entre 1966 e 1974, tendo atuado em 402 jogos e assinalado 212 gols, tendo conquistado a Taça Guanabara de 1974, num jogo onde a torcida rubra, que era conhecida por ser a segunda paixão de todos os cariocas, ocupou mais da metade do Maracanã. Edu passou rapidamente pelo Vasco em 1975 e foi defender o Bahia no mesmo ano, onde conquistou o título estadual. Em 1976, foi contratado pelo Flamengo. Também atuou no Colorado (PR), no Joinville (SC), no Brasília (DF) e no Campo Grande (RJ), onde encerrou a carreira.

Esteve na lista larga da Copa do Mundo de 1970, mas não foi convocado para ir ao México.

Como treinador, chegou a dirigir Vasco e Botafogo. Foi auxiliar do seu irmão Zico na seleção japonesa. Dirigiu a Seleção Brasileira em 1984. Foi técnico da Seleção do Iraque e do Kashima Antlers, do Japão.

Numa coletiva exclusiva aos alunos do curso de pós-graduação em Jornalismo e Marketing Esportivo da Unisuam, Edu Coimbra, que é um dos maiores nomes da história do América, falou sobre a sua não convocação para a Copa de 70, revelou mágoa dos ídolos do clube com a atual gestão Romário.

Qual foi sua relação com o início da carreira do seu irmão?

O crescimento do Zico foi muito natural. A convicção era total. Toda a família sabia no que iria dar. O Zico é o caçula e o mais disciplinado e obediente. Até hoje, escuta os mais velhos. Não tinha como não acontecer. Ele era muito perfeccionista. 

Em 1974, vivemos uma situação que, para as novas gerações, é inusitada. Maracanã lotado, metade de vermelho, com a camisa do América, que conquistou a Taça Guanabara. Como foi viver essa emoção?

O Maracanã estava botando gente pelo ladrão. O vermelhinho, prevalecendo. Esse jogo é inesquecível para mim.  Esse jogo foi 1 x 0 para nós. No lance que originou o gol, o Gérson (Canhotinha de Ouro) fez falta em mim. Até hoje ele nega que tenha sido falta. Sempre falo para ele que não sabia marcar e tinha que só ter me cercado. Ele me deu uma pancada e não queria falta? Só sei que deu um gol para o América e fica até hoje falando. Foi uma apoteose. Depois do jogo, nem tomei banho. Fui para casa de uniforme. 90% do time foi celebrar lá em casa.

Em 1974, não foi o último título do América. O último foi em 1982, na Taça Rio, onde fui o treinador. No mesmo ano em que foi Campeão dos Campeões, com o Dudu.

Como é sua relação com o Romário, atual presidente do América?

O América está no meu sangue. Acredito que o clube seja grato pelo trabalho que realizei, tanto como jogador, quanto como técnico. Atualmente, não consigo torcer para o América. Existe um dirigente chamado Márcio Estrela, que está lá até hoje, que destratou moralmente o Caio Cambalhota, grande ídolo americano e seu irmão Luisinho, que foi ainda mais ídolo do clube, quando foi cobrar uma dívida do irmão que faleceu trabalhando pelo América. Foi uma ingratidão sem tamanho.

Declinei quando fui convidado para uma festa do América, no Tijuca. Como iria encarar um sujeito desses?

A verdade é que o Romário tem uma conduta muito narcisista. E olha que fui eu quem o lançou no profissional do Vaso. Depois que ele fez aquela sacanagem com o Zico e o Zagallo, nunca mais falou de mim. Outra coisa que me doeu muito é que fui à posse do Romário quando se elegeu presidente do clube. Afinal de contas, era o América acima de tudo. Ele me ignorou. Não me chamou para nada, nem agradeceu minha presença. Ali, eu era muito mais do que ele na história do clube. Tinha que ser lembrado. Não escrevi a história de glórias do América, mas fui uma peça importante nela. No mínimo, deveria lembrar de quem o lançou no futebol profissional (Edu lançou o jovem Romário quando foi técnico do Vasco). Não sou vaidoso e o que passou, passou. Não sou mais torcedor fervoroso do clube, mas sempre irei querer o melhor para a instituição.

Até estranhei ter sido convidado para o aniversário do clube. Falei com os demais jogadores da minha época e ninguém tinha sido convidado. Todos estão muito aborrecidos com o que fizeram com o Caio e com o Luisinho.

Em 1970, você era considerado candidato a disputar a Copa do Mundo e acabou não sendo convocado. Qual foi o tamanho dessa decepção?

Joguei apenas 3 jogos pela Seleção Brasileira. Fui muito discriminado, injustiçado. Fui artilheiro do Campeonato Brasileiro num ano onde jogaram Pelé, Tostão, Rivelino e Jairzinho. Ganhei um diploma de melhor jogador sul-americano. Doía quando saía a convocação e meu nome não estava nela. Em 1969, para a Copa de 70, talvez tenha sido excluído por atos políticos relacionados ao meu sobrenome. A verdade é que não sou nem de direita, nem de esquerda. Não sou ativista. Sou pelo certo, mas naquela época, onde vivíamos a ditadura, a propaganda política estava exagerada dentro do futebol. 

O Zagallo foi um grande técnico e teve muitos acertos nessa Copa do Mundo, mas poderia ter me levado. Eles sabiam que iria brigar muito para ser titular. Eu era camisa 9. Jogador de frente. Era pequeninho, mas arrojado. Não tinha medo de cara feia. Ia para cima dos defensores. Depois passei a ser o camisa 10, o número 1 (meia-atacante) criado pelo Zizinho, mas gostava mesmo era da 9. Amava fazer gols. Minha marca registrada era ser artilheiro. 

Meu pai sempre falou para os filhos que o mais importante era botar para dentro. Nem sei se isso tinha duplo sentido. 

Não tem família de irmãos que tenha mais gols em todo o mundo. Quando disse isso para o Zico, ele rebateu, dentro da sua simplicidade, falando que só os gols dele já bastavam para esse recorde.

Você trabalhou no Japão, no Uzbequistão e no Iraque, entre outros. Qual país mais te marcou?

O Japão, com certeza.  A língua sempre foi meu maior problema. Passei 10 anos lá e não aprendi o idioma. Sempre trabalhei com intérpretes, mas foi onde pude ser muito mais do que um treinador. Na verdade, fui um professor. O japonês pode só saber fazer uma coisa, mas faz bem feito. Eles não têm jogo de cintura, malícia. Fui alertado que iria encontrar essa dificuldade. Então, escrevi um livro para mexer com a cultura deles. Eles distribuíram essa cartilha para todos os departamentos. Os ensinamentos não contemplavam apenas futebol, mas atingiam toda uma vida. No Iraque, foi uma aventura. O filho do Saddam Hussein era o presidente. Fui para ganhar dinheiro. Os prêmios eram interessantes. Quando fui, Bagdá era linda. Depois, quando retornei, estava toda destruída. O mundo árabe é muito perigoso e diferente.

 

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Guilherme Kroll

Guilherme Kroll é um profissional com sólida experiência em gestão e marketing esportivo. Atuou em clubes como Macaé e Volta Redonda, além de ter sido superintendente da Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ).

Em 2020, assumiu a vice-presidência de Esportes Olímpicos do Flamengo, onde liderou projetos em diversas modalidades com foco em excelência esportiva e na aproximação com os torcedores. Seu trabalho é reconhecido pela dedicação e pelo incentivo ao desenvolvimento do esporte nacional.

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